Olhai as máquinas do campo
Após assistir a tantas transformações
nos mais diversos aspectos, a humanidade, hoje, acompanha a consolidação real
da Era da Tecnologia. Os “lírios do campo”, escritos por Érico Veríssimo, deram
vez para as novas flores do século XXI: as máquinas. E estas flores não estão
presentes apenas na área rural, mas também em todo e qualquer espaço social, modificando
o cenário mundial e traçando a trajetória que deve ser percorrida pelos
indivíduos.
Sair das cavernas e chegar ao terceiro
milênio em um patamar radicalmente distinto do princípio foi, de fato, um
grande passo para a humanidade. E, assim, acumulando passos significativos e
modificadores, que a aldeia global usa e descarta em abundância os avanços
tecnológicos. Toda essa tecnologia trouxe consigo muitas melhorias, pois, além
de facilitar a produção de bens e aumentar o conforto, marcou presença, por
exemplo, na drástica mudança pela qual o Brasil passa em que os latifúndios
coloniais tornam-se agora empresas agrícolas altamente mecanizadas. Ou seja, as
terras brasileiras estão deixando de serem improdutivas. Na medicina,
apareceram máquinas e aparelhos que ajudam a diagnosticar doenças com mais
precisão e rapidez. E sem contar, que a tendência é abolir a folha de papel, o
que seria ótimo para o aspecto ambiental.

Em compensação, apesar de ter seus
pontos positivos, tem-se ainda sérias preocupações com relação a essa
modernização. Abolir o papel foi algo bom para o meio ambiente, mas será
prejudicial no ponto de vista educacional. As crianças irão escrever muito
menos e digitar muito mais, além das suas habilidades motoras mudarem, a língua
nacional entrará em um colapso ao se deparar com o “internetês”. Fora isso, tem
também a questão do operariado, que terá a exploração e a mais-valia reduzida
porque lhe faltará emprego. No entanto, são as relações humanas que mais
sofrerão com isso. No Japão, foi criado um robô que dá abraços, quer dizer, foi
preciso criar uma máquina para suprir o lado não mecanizado dos seres humanos.
Chega-se agora à pergunta final: quanto
de homem tem uma máquina e quanto de máquina tem um homem? A humanidade
alcançou ao progresso tecnológico e também ao regresso humanitário. Os avanços
tecnológicos foram nada mais que uma tentativa de reparar a vulnerabilidade do
corpo humano sem antes atentar para a fisiologia da sociedade. Saber dosar o
artificial do real é uma tarefa da contemporaneidade que precisa do olhar
relativo. Mecanizada e com profundos contrastes: “assim tropeça a humanidade”.
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