Oscar 2016 – Ex Machina
Olá meus caros, tudo bem? Infelizmente, não
consegui dar regularidade nas postagens daqui do Andorinha no ano passado. Mas
me deem um desconto! Estou nos últimos semestres da faculdade (Thank you,
Jesus) e há 6 meses em um estágio que frita meu cérebro com farofa. Tenho lido
menos, mal vejo séries, e o cinema foi a única forma de lazer que me restou.
Mas não estou aqui para falar sobre isso, mas
sim para comentar dos Indicados ao Oscar 2016. Desde que passei a ter aqui em
casa TV a cabo, mais especificamente TNT, costumo acompanhar a cerimônia do
Oscar. Porém, nunca conseguia ver todos os filmes indicados nas principais
categorias, via só dois ou três. Esse ano, estabeleci uma meta comigo de ver
todos os indicados a Melhor Filme e alguns de outras categorias, antes do dia
28 de Fevereiro, que é o dia da Cerimônia. E também estou acompanhando as
principais premiações que antecedem o Oscar: Globo de Ouro, Critics Choice
Awards e Screen Actors.
Por isso, decidi fazer uma série de postagem
especial só de resenhas minhas dos filmes indicados. Não sou especialista em Cinema,
não fiz nenhum curso, e meu julgamento limita-se ao meu olhar observador, a
minha humilde opinião crítica do pouco que sei desse mundo da Sétima Arte. E
claro, começar a especular quem serão os vencedores desse ano.
Como já falei demais, vamos ao que interessa!
Decidi começar falando de “Ex Machina” indicado a Melhor Roteiro Original, e
que se depender de mim, leva a premiação. Gente, que filme incrível! O melhor
que já vi sobre Inteligência Artificial e a dualidade entre homem e máquina.
Chega até a ser um thriller psicológico muito envolvente, nada previsível, e
que você assim como o protagonista Caleb, não sabe em quem acreditar ou que
fazer.

Sem dar spoilers, claro, porque se não perde
toda a graça de assistir, o filme conta a história de Caleb, um programador que
trabalha na empresa Blue Book (que é como se fosse o Google, no universo da
obra) do cientista Nathan, que é sorteado para passar uma semana na casa do
presidente da companhia para realizar testar uma nova tecnologia. Mas na realidade,
o que acontece é que o que Nathan desenvolve é um android/robô (a Ava) com um
nível de Inteligência Artificial e com tanta humanidade que chega a ser perturbador.
O Nathan, interpretado pelo talentoso Oscar
Isaak, traz o toque de gênio-louco para a história, ao passo que retrata de uma
forma bem clichê, mas que pela construção do roteiro se torna brilhante, a
máxima de homem-brincar-de-Deus e criatura voltando-se contra o criador. E mais curioso é que basicamente o elenco só
são os três: Caleb (a porção humana ingênua), Ava (a máquina – criatura) e o
Nathan (gênio-louco e Criador), o que é relativamente pequeno para o tanto de
manipulação que há no filme com o Caleb e também com os espectadores.

A manipulação se dá essencialmente porque o
Caleb passa essa semana lá para realizar o Teste de Turing (ou seja, testar a capacidade de uma máquina exibir
comportamento inteligente equivalente a um ser humano, ou indistinguível deste
– Fonte: Wikipedia) na Ava. E aí acontecem ao todo 7 sessões, porque ele deve
ficar lá na casa do Nathan durante uma semana, em que eles basicamente
conversam um com o outro, separados apenas por uma parede de vidro.

E é interessante, porque a Ava (até no pôster do
filme), além do rosto e das mãos e pés, não tem pele artificial por todo seu
corpo, e você vê o tempo inteiro que ela é uma máquina, mas pelo comportamento,
pelas atitudes e pelas falas dela, você piamente acredita que ela é uma outra
pessoa. A dissimulação das emoções (não no sentido de dar spoiler, mas dela ser
uma máquina), principalmente as demonstrações de insegurança e afeto que ela
sugere, tornam o enredo hipnotizante e levanta questões no Caleb sobre o que é
realmente ser humano, e o que nos torna diferente das máquinas.
As três personagens são muito bem construídas,
os diálogos são sensacionais, mas não posso deixar de comentar da atuação da sueca
Alicia Vikander como a Ava. Gente, essa mulher é fenomenal. Assisti já há
alguns filmes com ela como: O Amante da Rainha, O Agente da U.N.C.L.E. e também
A Garota Dinamarquesa (que vou fazer resenha também), e tenho certeza de que a
veremos em muitas outras obras, porque ela dá um show de interpretação.

E o filme acaba de um jeito eletrizante. Foi
surpreendente, e ainda mais porque se fossemos olhar bem para o roteiro, a
história não tem nada de novo, é um tema clichê, já explorado no Gênero de
Ficção Científica, mas foi tão bem construído em seu roteiro que tornou-se
brilhante e genial.
Recomendo muito o filme, infelizmente ele não
passou no Brasil, mas acho que já deve estar disponível nas locadoras. Pra quem
ficou interessado, segue o trailer:
Um super beijo e bons voos! :)
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