Infinito Particular - Pó de Lua
Olá meus passarinhos e minhas
passarinhas! Semana passada eu me enrolei toda e não consegui postar. L
Em compensação, essa semana, postarei hoje e na quinta! (yey rs). Mas vamos ao
que interessa, a super indicação de hoje é de um livro que já li tem um tempinho
e que tava louca para compartilhar com vocês. É a obra preciosa da linda
Clarice Freire: “Pó de Lua”!
Gente, o que dizer desse trabalho tão
singelo, delicado, profundo e tão bem feito?! Primeiramente, ele não é um livro
para você ler e depois de uns tempos reler de novo. É um livro que deve ficar
sempre próximo, seja na cabeceira para sempre ler algum trechinho antes de
dormir ou logo ao acordar, ou na estação de trabalho ou até mesmo na bolsa. É daqueles
livros “pretinho básico” que sempre caem bem em qualquer situação, em qualquer
estado de humor, ou em qualquer previsão de tempo, porque ele sempre vai
aquecer seu coração!
Contando um pouquinho da história do Pó
de Lua, antes de se tornar livro, o Pó de Lua nasceu como uma página no
Facebook, e a Clarice (que é nordestina que nem eu, só que de Pernambuco)
divulgava a sua arte em forma de versos e desenhos (literalmente poesia
concreta). Só que obviamente, um belíssimo trabalho como esse não iria se
limitar à internet, e no ano passado nasceu o livro que é a reunião de tudo o
que é necessário “para tirar a gravidade das coisas”.
Eu adquiri o livro esse ano, e nem me
lembro onde foi. Suspeito que foi na tradicional feira de livros que acontece
duas vezes ao ano na Praça da Cinelândia aqui no Rio. E foi em uma época em que
eu realmente estava precisando tirar a gravidade, pois eu estava passando por
uns probleminhas profissionais e andava muito “pesada”.
E falando um pouco do livro, além da
edição ser incrível (meus parabéns a editora Intrínseca), ele está dividido em
4 partes que são justamente as 4 fases da lua. E claro que em cada uma delas
estão reunidos todos os poemas que tem uma conotação correspondente. Por
exemplo, na fase da lua nova, em que não se tem a lua visível no céu, os poemas
estão mais relacionados aos momentos em que estamos mais contidos, inseguros,
nos preparando para o que estar por vir. Por outro lado, na Lua Cheia, é quando
estamos mais plenos de nós, brilhando, irradiando, inspirados e felizes.
Detalhando um pouco mais sobre os poemas, cada
um deles tem um lirismo muito grande, e sempre casado muito bem com o desenho.
A Clarice soube muito bem brincar com as palavras e sem contar no seu tracejado
peculiar que fazem com que realmente a gravidade seja igual a da Lua.
É sem sombra de dúvida, uma leitura que
vale muito a pena, e por ser tão gostosa, você acaba lendo rapidinho. Eu
costumo brincar lá em casa que dá para resumir como foi cada dia meu em um
verso do “Pó de Lua”! Eu postei aqui ao longo da resenha os meus favoritos, o
que foi algo muito difícil de fazer porque tenho tantos!
Então é isso pessoal! Leiam o livro,
curtam a página no Face, e claro, com um livro desse, a música que escolhi é
“Infinito Particular” da Marisa Monte que ao meu ver casa muito bem com a
essência do “Pó de Lua”.
Um beijo e até quinta!










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