Another day in Paradise – Filme “Samba”

Olá meus amados! Tudo bem? A super indicação minha de hoje é do filme francês “Samba” que ainda está em cartaz. Mesmo sendo um excelente filme, nos cinemas mais populares, infelizmente, ficamos mais limitados ao Cinema de Hollywood, e só nos espaços “cults” é que temos acesso aos filmes estrangeiros. 



Pois bem, eu não sou muito fã de cinema francês. Para falar a verdade, é muito 8 ou 80 para mim: quando eu gosto do filme, eu amo e quando eu não gosto, eu detesto. Mas dos filmes que eu adorei estão dentre eles “O fabuloso destino de Amélie Poulain”, “La delicatésse”, “A cidade das crianças” e dos que eu não gostei “Azul é a cor mais quente”. Devem haver mais outros, mas é que no momento não me recordo de mais nenhum.

Eu não entendo muito de cinema, mas procuro sempre me esforçar para observar como foi a direção do filme, a construção do enredo, os cenários, a interpretação dos atores, a trilha sonora e etc. O cinema francês, na minha humilde e leiga opinião, busca sempre transgredir em algum aspecto. E na maioria das vezes, pelo menos em todos os filmes que já assisti, há certo destaque em trazer a realidade crua. Ao contrário do que todo mundo pensa do romantismo parisiense, eles abordam o amor de outra forma, salvo em alguns casos que é extremamente sutil e delicado como em “La delicatesse”.




Então, quando fui ao cinema dessa vez, fui sem saber o que esperar. Resolvi ir ao cinema em cima da hora com minha mãe, e só sabia que o filme falava sobre imigrantes ilegais na França. Primeira coisa, que me agradou no filme foi o elenco. Na realidade, o fato da atriz Charlotte Gainsbourg ser uma das protagonistas. Eu a conheci nos trabalhos do Lars Von Trier, que é um diretor dinamarquês que eu gosto muito. E os outros atores são todos excelentes também.




O filme mostra de maneira singela a dureza que é a vida dos imigrantes que vão à Europa em busca de melhores oportunidades, enfatizando a situação dos africanos que é muito mais difícil do que os de outros continentes. E assim, a narrativa é sobre a luta do Samba (personagem principal) para conseguir ter um green card ou um visto legal para poder trabalhar e viver dignamente no território francês, e assim ajudar o resto de sua família que está em África.




A todo momento do filme ficamos um pouco angustiados, porque vemos quão difícil é viver o tempo todo em alerta, fugindo da polícia, evitando os trens/metrôs principais, tendo que se vestir como um europeu e ser praticamente invisível nas cozinhas de hotéis, em obras, limpando vidros de arranha-céus e etc.

Por outro lado, somos apresentados a sutileza das boas ações, da solidariedade presentes nas relações humanas e das amizades que nascem de escolhas naturais como: já que estamos no mesmo barco, vamos abraçar as nossas causas. Falando nisso, vale lembrar que imigrante também é ser humano, ou seja, além de todos os problemas com a Imigração, ainda há os problemas familiares, com os amigos e também amorosos.




Mas mesmo assim, o filme inteiro foi elaborado com tamanha maestria, que mesmo com questões tão profundas e tristes em certos pontos, é um filme leve e com uma dosagem de humor muito boa. Cada núcleo tem sua porcentagem de drama, romance, alegria, medo, preocupação e tudo isso culmina para um resultado final extremamente rico e completo.

Fora isso, os cenários são muito bem construídos e chamo atenção a trilha sonora que é fantástica e tem tudo a ver com o filme, e há também músicas brasileiras no filme! Apesar de não ter brasileiros no elenco, há uma música do Jorge Benjor e "Palco" do Gilberto Gil. O link da música tema é esse aqui embaixo:



É um filme que vale muito a pena ser assistido não só porque nos desperta mais empatia e compaixão com o próximo, mas também porque nos mostra uma realidade que fica muitas vezes embaixo do pano e que nós nem sequer percebemos a sua existência. E ainda que trazendo este tipo de conteúdo, você termina o filme com o coração pensante e aquecido.

Claro, a música que me fez lembrar esse filme é esse hit do Phil Collins “Another day in Paradise”, que no meu ver faz todo o sentido com “Samba”.



Um beijo meus amores e bons voos!

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