Change the World – Crítica do Filme Song of The Sea

Olá meus passarinhos e minhas passarinhas! Tudo bem com vocês? Estão voando muito por aí? Pois bem, eu queria muito que todos vocês e, principalmente as mamães que leem meu blog, assistissem a esse filme (em tradução literal "A canção do Mar")! O único problema é que como ele é estrangeiro (da Irlanda) e independente, acredito que não houve dublagem brasileira. Mas ele vale para adultos também mesmo sendo infantil!



Eu descobri essa obra prima no Oscar 2015. Foi indicado como melhor animação, e para mim deveria ter levado o prêmio, mas fica difícil competir com a panelinha da Disney. Aliás, os últimos filmes que acompanhei da Disney não me agradaram muito. Penso que trazer conceitos e conteúdos mais naturais ao mundo adulto do que o infantil tornam o filme mais pesado e com menos graça do que a leveza dos filmes de antigamente. E sem contar que essa parceria com a Pixar não me agrada muito, tira a magia tão querida e que ajudou a firmar o encanto que todos temos por este universo.

Mas enfim, esse filme “Song of The Sea” veio para me dar a injeção de ânimo com o cinema infanto-juvenil que eu estava precisando! Gente, sério, esse filme é TODO lindo! Uma hora e meia de músicas, fotografia e imagens singelas, história e mensagem incríveis! Gostei tanto que quando vi pela primeira vez, vi mais três vezes seguidas!


Baseado em uma lenda irlandesa sobre como as fadas e os outros seres sobrenaturais deixaram de viver em nosso mundo, o filme conta a história de uma família em que “A pequena Saoirse tem um poder especial: ela pode se transformar em uma foca, e depois retornar à condição humana. Ela é uma "selkie", de acordo com a lenda irlandesa e escocesa, e uma das últimas de sua espécie. Um dia, Saoirse foge à vigilância da avó e embarca em uma aventura subaquática para liberar criaturas em perigo.(conteúdo tirado do AdoroCinema).

E a partir daí a aventura começa, que na realidade nada mais é do que um resgaste de tudo: das relações entre os familiares, dos seres sobrenaturais que estavam em perigo e por fim a harmonia do mundo.




O filme me ganhou porque tem a ingenuidade genuína das crianças e aquela sempre doce esperança de que nada é 100% mal e que tudo no fim vai dar certo. Além disso, a instituição família é muito evidenciada, principalmente alguns problemas familiares que são muito recorrentes, como um irmão culpar a irmã pela morte da mãe, um pai que sente-se perdido ao criar os filhos sozinho e etc. Isso claro de maneira tão respeitosa e com uma peculiaridade que não torna o filme denso em momento algum.

Outra coisa que me agradou muito foi ver que a vilã do filme, na realidade só faz as “maldades” porque sofreu demais e por isso, faz o que faz porque acha que assim é melhor para todo mundo. E isso faz tanta falta nos filmes infantis, porque se compararmos com o fenômeno de bilheteria “Frozen” os vilões são o Príncipe Hans que é um avarento ambicioso e a irmã Elsa cujo poder foi para ela uma maldição.




Não quero dar muitos spoilers do filme, porque senão perde a graça, mas acho que os irlandeses mostraram ao mundo de novo como é que se faz um filme para criança passando mensagens tão profundas como desde a perda da mãe até a importância de termos sentimentos, mesmo os ruins.

E a trilha sonora é lindíssima, tão singela, tão doce e terna! E por isso comecei esse post pedindo para que vocês assistam o filme! Segue aqui a música principal que dá nome ao filme:



Por isso que esse filme me lembrou na hora da canção “Change The World” do Eric Clapton. Não precisamos tornar precoces nossas crianças para mudar o mundo. Aliás é com a pureza e a candura do olhar inocentes delas que vamos conseguir tornar nosso mundo mais fraterno.



Beijos e tenham bons voos!

Comentários

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